Santa Vitória do Palmar é destaque em produtividade de arroz
Edição 18 de fevereiro de 2025 Edição impressa

Segunda-Feira31 de Março de 2025

Acima da média

Santa Vitória do Palmar é destaque em produtividade de arroz

Junto com Uruguaiana, município da Zona Sul se reveza em primeiro lugar em área plantada

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Santa Vitória do Palmar é destaque em produtividade de arroz
Município se beneficia de localização estratégica.

Com uma produtividade média entre 9 mil e 9,5 mil quilos por hectare de arroz, Santa Vitória do Palmar se destaca no Estado como um dos principais produtores de arroz. Comparado à média estadual, de 8,4 mil quilos por hectare, o município da Zona Sul apresenta uma média superior à de outras localidades do RS e do país. Juntamente com Uruguaiana, lidera também a maior área plantada de cereal no Estado.

Apesar de um crescimento modesto, o município teve aumento na área plantada na safra de 2024/2025: foram semeados 70.228 hectares, superando a previsão de 69 mil hectares. “Todos os municípios da Zona Sul também tiveram um pequeno aumento na área plantada em relação à previsão, por dois motivos: o preço atrativo do arroz em comparação à soja e o alagamento de áreas devido ao excesso de chuvas favoreceu o plantio de arroz em vez de soja”, explica o coordenador regional do IRGA Zona Sul, engenheiro agrônomo Igor Kohls.

Na avaliação de Denis Dias Nunes, diretor regional da Zona Sul na Federarroz, outro fator determinante para o bom desempenho do município é sua posição geográfica. Santa Vitória do Palmar possui um dos maiores mananciais de água doce do Brasil. “As lagoas que cercam o município, a leste e a oeste, garantem boa disponibilidade hídrica para irrigação, mesmo em anos com forte La Niña”, comenta.

Nunes também destaca a constante atualização dos produtores rurais e as inovações adotadas nas lavouras, além da disponibilidade de terras próprias para cultivo e um clima favorável, sem grandes amplitudes térmicas no verão. “A adoção de novas tecnologias permite que o município se destaque na produção regional”, afirma. Merece destaque, ainda, a sistematização do uso dos solos, a agricultura de precisão na fertilização e semeadura, o uso de sementes certificadas, novas variedades (algumas desenvolvidas na Estação Experimental do IRGA de Santa Vitória do Palmar) e híbridos adaptados à região.

O Rio Grande do Sul continua sendo o maior produtor de arroz do Brasil, respondendo por cerca de 70% da produção nacional do cereal, e é a principal região produtora do país.

Estação Experimental

Apesar da localização privilegiada em termos de mananciais, os produtores de Santa Vitória do Palmar enfrentam desafios, como ser uma das regiões mais frias do RS. “As baixas temperaturas dificultam o estabelecimento inicial das lavouras, pois leva mais tempo para atingir as temperaturas favoráveis à germinação do arroz”, explica Kohls.

A região também sofre com ventos intensos, que podem prejudicar as plantas de arroz, causando danos mecânicos e de choque. A Estação Experimental do IRGA realiza pesquisas para identificar as melhores formas de produção de arroz, com o objetivo de minimizar os danos causados pelo frio. “Principalmente na fase inicial e na fase reprodutiva, quando os danos afetam mais a produtividade do arroz”, diz Kohls.

O programa de melhoramento do IRGA voltado para a adaptação ao frio desenvolveu a cultivar 424, que, com sua transformação para o sistema Clearfield (variante aprimorada, reconhecida por seu alto potencial produtivo e resistência a doenças) passou a ser utilizada em mais de 60% das áreas de cultivo no Rio Grande do Sul.

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