A prisão de Misael Aguiar da Cunha, ex-diretor do Pronto Socorro (PS) de Pelotas, é o sinal de que a investigação do Ministério Público (MP) é robusta e vai avançar. A aceitação da Justiça do pedido de prisão preventiva demonstra, ainda, que as informações levantadas ainda na primeira fase da investigação são consistentes.
Embora o promotor José Alexandre Zachia Alan, responsável pelo inquérito, não revele quais serão os próximos passos da investigação, a prisão do ex-diretor, que já havia sido denunciado no ano passado, abre caminho para ampliar as linhas de investigação.
Vale lembrar que, na primeira fase, o MP denunciou Misael pelo desvio de quase R$ 260 mil das contas do Pronto Socorro. O relatório da CPI da Câmara, no entanto, identificou R$ 773 mil em pagamentos sem nota fiscal e mais R$ 1,5 milhão em notas duplicadas. A expectativa é de que o MP chegue a esses valores nas próximas fases.
Enquanto isso, o mundo político aguarda que o trabalho do MP traga à tona novos nomes envolvidos nos desvios. Até agora, o único indivíduo apontado pelo MP é Misael.